Em dois meses, é a segunda inundação que tenho na garagem. Não é uma situação propriamente agradável, mas poderia ser encarada de forma mais positiva, não fosse a “ajuda” de certos vizinhos. Esta é, assim, como uma carta aberta a muitos dos meus “prestimosos” vizinhos:
- não ajuda nada dizer que está a chover muito e que tão cedo não vai parar (sim, estamos a sentir que está a chover! não são necessários esclarecimentos adicionais, já entendemos!);
- não ajuda dizer que nos próximos dias, provavelmente nos próximos meses, não vai parar de chover (o que é isto? o Instituto de Metereologia transferiu-se para aqui?);
- não ajuda nada armarem-se em engenheiros especializados em sargetas e escoamento de águas e mandar bitaites sobre o assunto (é de mim, ou vocês não percebem nada do assunto?);
- não ajuda nada armarem-se em bombeiros e delinerem patéticos planos de intervenção (sim, verdadeiramente patéticos!);
- não ajuda nada criticar por criticar os bombeiros (como dizia o outro, “deixem-me trabalhar”);
- não ajuda nada fazer de uma situação de infortúnio dos outros um comício político (as eleições ainda vêm longe e o Sócrates pode ter culpa de muita coisa, mas disto se calhar não);
- não adianta nada dizer que em Lisboa é que é bom e nada disto aconteceria (bahhhhhh);
- tudo bem que não queiram ajudar, mas por favor não sejam mirones, voyeurs, não façam “ajuntamentos”, não atrapalhem, não mandem bocas e bitaites, não façam figuras tristes, não façam propostas ridiculas (tipo, arranjem vida própria e se não conseguirem mais nada, arranjem uma inundaçãozita só para vocês);
Atenciosamente